Muita calma nessa hora…
Tuesday, May 31st, 2011 | Author: Fernando

Trabalhar com pessoas cheias de iniciativas e idéias é algo realmente motivador. Todos gostamos de ter por perto pessoas criativas, que colocam idéias em prática e fazem a diferença. Acredito que isso seja unanimidade nacional. Mas ao mesmo tempo que essa energia pode ser positivia, ela também trás consigo alguns perigos como por exemplo a falta de organização.

Não é raro – quase sempre, se preferir – vermos iniciativas que começam em clima de lua-de-mel terminarem em stress entre os envolvidos. Isso pode acontecer por diversas razões, incluindo falta de competência de um ou mais envolvidos.

Em tecnologia, um fator determinante para que uma idéia seja bem executada é o que deveria ser mais do que trivial – o tal do Escopo.  Escopo… está faltando algo ? Sim, está.

Para que haja um escopo, deve haver um Projeto ! E antes de haver um Projeto, deve haver um objetivo. Vamos por partes…

Nosso amigo usuário (neste post, respeitosamente tratado pelo pseudônimo de Tigrão) tem uma idéia g-e-n-i-a-l e tem plena convicção que os clientes vão ficar realmente felizes com o produto final. Então, ele liga imediatamente para o fornecedor, acerta detalhes, conversa com o seu gestor direto, vende a idéia e está a mil por hora. Em minutos ele já movimentou metade da empresa. O Tigrão é pura iniciativa, é bonito de ver !

É… até que a iniciativa seja colocada em prática de forma desgovernada, o objetivo não seja alcançado e rios de dinheiro sejam jogados pelo ralo sem que o cliente fique satisfeito. Você já viu isso em algum lugar ? Se você tem alguma experiência na área de tecnologia, eu aposto que já.

Acredite, isso acontece. Isso está acontecendo ao seu redor todos os dias, infelizmente.  Se você teve a sensibilidade de observar esta situação ou se você foi chamado para uma reunião utópica sobre um assunto pouco amadurecido e o fornecedor já foi envolvido,  o que fazer nessa hora ?

Bom, você vai precisar no mínimo, de muita paciência e presença de espírito para dizer ao Tigrão algo parecido com o popular clichê “Muita calma nessa hora..”. Sim, calma meu caro amigo…

Que tal começarmos do começo ?

Isso é um projeto ?  Projeto !!! É claro que o Tigrão vai afirmar que sim. Ou melhor, ele vai te corrigir :

- Um projeto não ! Um MEGA projeto !!!

Ual ! Então vamos tratar o mega projeto com o mínimo de organização  :

  1. Quem é o responsável ?
    1. Esta resposta é extremamente importante. Projetos custam dinheiro e o responsável por isso tem que justificar o custo envolvido. Se isso não for possível, sinto muito. O mega-super-ultra-master-projeto acaba de nascer morto;
  2. Qual o objetivo do projeto ?
    1. Esta resposta normalmente o Tigrão tem na ponta da língua. Então, aproveite toda a proficiência do felino e documente detalhadamente tal objetivo. Ele (o documento) vai garantir que não hajam desvios ao longo do percurso;
  3. Responsabilidades
    1. Quem faz o que ?
  4. Requisitos
    1. O que o projeto (seja um sistema, seja um prédio) deve ter ?
  5. Não-requisitos
    1. O que não será feito – o que é dito antes, não causa surpresa.
  6. Prazos
    1. Sabendo quem faz o que, é fundamental que cada um se comprometa com a data de entrega das suas atividades. Desta forma, evitamos que o atraso de um seja impactante na atividade de outro e por consequência, na entrega do projeto como um todo;
  7. Aprovação
    1. Tudo acertado. Tudo detalhado. Legal, mas quem paga a conta deve assinar embaixo e autorizar a execução.

Feito isso, agora sim. Agooooooora podemos conversar sobre o seu projeto e quem sabe coloca-lo em prática.

Até lá Tigrão, por favor, não tome o meu tempo a toa.

Mais do mesmo, melhorado…
Thursday, April 28th, 2011 | Author: Fernando

Ontem eu estava na padaria e vi uma geladeira de sorvetes com o display digital. Não entendeu ? Observe a imagem abaixo :

Fonte : Site oficial da Kibon

Sabe aquele encarte que fica em uma das extremidades, mostrando as opções de sorvete ? Então, ele. Ontem vi uma geladeira de sorvete onde o encarte era digital.

Infelizmente a foto não ficou muito nítida, mas aproveite para exercitar a sua capacidade de abstração observando a foto abaixo :

2011-04-27 23.30.25

Fonte : arquivo pessoal

Acho que agora me fiz entender… Ok, mas e daí ? O que isso tem de tão inovador ?

É justamente esse o ponto. Nada. Não há absolutamente nada de inovador nisso sob o ponto de vista do Core Business da empresa – produtos alimetícios. O display de sorvetes continuará sendo o display de sorvetes. Talvez exista (ou poderia existir) valor agregado por trás da engenhoca, como por exemplo, se ele for touch screen e estivesse conectado a uma central, seria possível extrair um relatório dos produtos mais consultados em determinada região, etc, etc. Quem já ouviu falar de Business Inteligence (BI) sabe exatamente do que estou falando.

Mas ainda que toda essa inteligência exista, o display de sorvetes, em última instância, continua mostrando sorvetes. Simples assim. Ou seja, do ponto de vista do consumidor que vai adquirir o produto, mesmo com mais informações que eventualmente o display digital apresente, ele continua tendo como objetivo comprar um sorvete e não consumir tecnologia.

O display pode ajudar nas vendas ? Não faço a menor idéia. Teríamos que perguntar isso para o idealizador do projeto ou para quem monitora o mesmo. Mas se o sorvete escolhido pelo consumidor for horrível, não importa o quão bacana seja o display, o produto não terá aceitação.  Ou você escolheria o sorvete sabor “Alho recheado com Iogurte” só porque o display é bacanudo ? Sabemos que não…

Com isso, concluimos que a tecnologia aplicada é um meio de apoio ao negócio da empresa, a venda de sorvetes. Percebemos que isso pode sim, eventualmente, aumentar o número de vendas. Espero que isso esteja claro para todos…

Mas depois deste raciocínio, uma outra coisa me chamou a atenção para outra questão. Quem tem uma ídéia ou gostaria de ter seu próprio negócio – eu inclusive, na área de tecnologia, naturalmente pensa em criar algo. Inventar. Quantas boas idéias não são deixadas de lado pelo simples fato de já existirem produtos e/ou serviços semelhantes no mercado ?

Você faria um novo Twitter ? Será que existe espaço para mais um twitter like na internet ?  Tenho dúvidas… Mas eu não faria. Ou então, que tal largar o seu emprego e se aventurar a desenvolver um novo Facebook ? Parece um pouco arriscado…

Opa, mas espere aí ! Um dia o Facebook engoliu a então sensação Orkut, lembra ? Hummm… essa teoria agora ficou um pouco mais complicada de sustentar. Alguém consegue me garantir que um Twitter Melhorado jamais tomará o lugar no Twitter atual ? Façam suas apostas… É impossível prever.

É claro que analisar o mercado, identificar quem são os players atuais e com quem você vai concorrer implementando o seu projeto é importante.  Essa informação pode sim ser fundamental para decidir se o projeto deve ou não ser levado em frente. Mas isso não é tudo…

Esse obrigação de fazer algo realmente novo me incomoda. Depois de ver o display digital do sorvete, a melhoria de uma coisa que já existe há sei lá quantas décadas, fica difícil de dizer que não é possível acreditar em um novo projeto apenas porque alguém já fez isso… Talvez, melhorar algo que já existe seja muito viável. E melhorar pode significar muitas coisas.

Talvez você prefira o sabor do Guaraná Dolly ao Guaraná Antártica – milagres acontecem. O Guaraná Dolly veio muito tempo depois do primo famoso e o sabor dele, para mim, é bem inferior. Mas você já comparou o preço dos dois ? Hummm… Mais do mesmo, com “qualidade inferior” mas com preço mais em conta pode sim agradar a um grande número de pessoas e permitir que este novo produto consiga seu espaço no mercado.

Então, podemos inovar barateando ? Facilitando o uso ? Distribuindo melhor o produto/serviço ? Divulgando melhor ?  Opa ! Então o ato de inovar não está intimamente ligado a criar ?!?

Quer outro exemplo ? Você se lembra do ICQ  ? Depois dele vieram o MSN, o Yahoo Messenger, Google Talk  e muitos outros. Em comum, todos eles tem a característica de ser um Instant Messenger.  Mas o MSN vem junto com o sistema operacional (foi melhor distribuído) e logo dominou o mercado…

Já o Google Talk, traz consigo a logomarca do site/serviço/empresa mais popular da Internet. Todos inovando, cada uma a sua maneira. Mas a proposta original, instant messenger, é a mesma !

E desta forma, sem muito esforço podemos olhar em nosso dia-a-dia diversos outros exemplos de produtos e serviços que utilizamos e que fazem parte da nossa rotina diária, que nada mais são, coisas que talvez nossos avós utilizavam e foram apenas melhoradas.

Por isso, depois de observar aquele display de sorvete, vou pensar duas vezes antes de descartar uma idéia e recomendo fortemente que você faça o mesmo. Afinal, basta ter uma única característica melhor e você já estará inovando…

Ensino Superior, qualidade inferior…
Sunday, April 24th, 2011 | Author: Fernando

Recentemente tive diversas conversas sobre a qualidade duvidosa do ensino superior no Brasil. Talvez, não por coincidência, tais conversas foram desencadeadas por outro assunto comum a elas : a dificuldade de contratar profissionais na área de TI – realidade mais próxima a mim, mas que acredito fazer sentido para outras áreas também.

Voltando para casa semana passada, ouvi uma reportagem do jornal nacional (viva o Galaxy com TV digital) falando justamente sobre o aquecimento do mercado de tecnologia e da falta de mão de obra especializada. Mas o problema é mesmo a falta de mão de obra especializada ou a qualidade da especialização existente ? Eu fico com a segunda alternativa.

A qualidade da especialização é o grande problema que enfrentamos.  O primeiro grande ponto é a falta de um conselho regulador, a exemplo da Medicina (CRM), Engenharia (CREA), Direito (OAB) e assim por diante. A falta de um conselho de tecnologia permite que alunos formados em qualquer faculdade sejam integrados ao mercado de trabalho imediatamente. Aliás, não é comum encontrarmos profissionais sem formação ou sem mesmo sequer cursar um curso de tecnologia, empregados e trabalhando há anos. E mais, sem o menor interesse no curso superior.

Uma pausa neste ponto. Não sejamos Xiitas. A área de tecnologia permite SIM que pessoas com grande facilidade de aprendizado, sejam excelente técnicos. Sim, isso é possível. Eu conheço diversos profissionais nessas condições. Existem, por exemplo, pessoas que preferem investir em certificações ( CCNA, ITIL, PMI, Microsoft) ao invés de investir na universidade. E mais uma vez, reintero, existem excelente profissionais nessas condições. É uma escolha de cada um e neste ponto, infelizmente, não há muito o que ser feito. É nesse ponto também que o RH das empresas começa a ficar perdido. Como explicar para a Gerente do RH que eu pago mais por um profissional que não tem curso superior do que para um profissional formado ? Quem é Gestor sabe que esta náo é uma tarefa fácil…

Mas vamos nos ater aos profissionais com curso superior ou em formação, tema central deste post. Existe uma pergunta que eu ainda náo consegui responder : como é possível um curso de DOIS ANOS, conceder diploma de Bacharel ? Alguém pode me explicar isso ?

Como o MEC permite uma coisa dessas ? Os alunos desses cursos, podem ficar bravos comigo e alegarem que existem profissionais renomados que tem este diploma, etc, etc, etc. Ou então, aplicar o velho xavão “quem faz a faculdade é o aluno”. Não meu amigo, não é.

Alunos destacados nestes cursos podem sim conseguir boas posições no mercado de trabalho. Mas não estou questionando MÉRITO INDIVIDUAL.

Mérito individual quer dizer que o aluno empenhou-se, correu atrás e conseguiu um bom resultado ! Isso é mérito INDIVIDUAL !!!

Mas estamos aqui falando da faculdade e náo do aluno ! A faculdade deveria oferecer um conteúdo que fosse possível nivelar a qualidade dos formandos e náo depender de casos isolados de heroísmo.

Falo com a propriedade de quem lecionou neste tipo de curso. Um dia acreditei que poderia dar aula na univerdade para contribuir com a melhora da qualidade do ensino no Brasil. Doce ilusão…

O professor que quer de verdade ensinar algo para os alunos é impedido pela própria univerdade. Duvida ? Entáo vou lhe provar…  Certa vez, reprovei quase metade da turma de ÚLTIMO ANO de um curso superior de tecnologia. Para meu espanto, sabe como foi a DP (dependência) cursada ?  FOI ONLINE !!!!

Como um aluno de ÚLTIMO ANO, reprovado, pode aprender algo na DP online ?!?!?! Sabe o que acontece depois da DP ? TODOS os alunos são aprovados e classificados como Bacharel ! Que tal ?

Mais um exemplo ? Vamos lá… Para quem já cursou uma faculdade de tecnologia é fácil entender que a matéria Lógica de Programação é a primeira coisa ensinada aos alunos, não é mesmo ? Não. Pasmem. Esta matéria pode ser ensinada tanto no primeiro semestre quanto no ÚLTIMO SEMESTRE do curso.

Tal “estratégia” permite as faculdades juntarem turmas de primeiro e segundo semestre, com saladas de até 100 (CEM) alunos de forma ter um quadro de professores reduzido e aumentar a lucratividade da faculdade.

Imagine você, a aula no laboratório… Que professor consegue garantir  a qualidade do ensino nessas condições ?! Não dá. É humanamente impossível ter uma aula de qualidade com tantos alunos em sala.

Para fechar com chave de ouro esta experiência acadêmica, vem a ementa da matéria. Em alguns momentos o professor até tenta dar mais consistência ao curso e passar aos alunos tópicos mais avançados, mas em geral, este tipo de iniciativa é barrada pela coordenação do curso.

Fácil explicar. Se complicar demais, aumenta o número de desistências e, consequentemente, a receita da faculdade.

E assim por diante. Cheguei a conclusão que o aluno neste tipo de curso, via de regra, quer o diploma e não o conhecimento. A faculdade por sua vez, quer vender o diploma e o “tonto” do professor (eu) atrapalha o processo tentando ensinar algo.

Para finalizar, eixste a questão do custo reduzido das mensalidades. Isso é um problema social e não vou entrar nesse mérito. Baratear o custo e ter mais analfabetos-funcionais vale a pena ?

Eu náo acho.

 

PS: este post pode conter erros de ortografia, mas a irritação nos olhos não me permite revisa-lo.

O (mau) uso da internet…
Sunday, April 10th, 2011 | Author: Fernando

Infelizmente estou trancafiado em casa com uma conjutivite daquelas… Aliás, é o que todos que tem uma infecção contagiosa deveriam fazer, ficar em casa e evitar que o seu problema se propague para outros. Óbvio, até.

Apesar de continuar trabalhando, em regime home-office, o rítmo não é o mesmo. Esse é, inclusive, um bom tema para outro post : como é difícil trabalhar em casa !

Estando em casa, perder o foco é extremamente simples e entre uma perda e outra, no twitter vi um twitt que falava sobre uma twitcam. Cliquei no link. Não acreditei no que vi. Duas adolecentes, com no máximo 15 anos, negociando visualizações em troca de exibir uma (ou mais) parte (s ) do corpo. WTF ?!?! No site era possível observar o número de visualizações. Passavam de 300 e o número não parava de aumentar.

Para piorar o cenário, observei também as pessoas que estavam conectadas, assistindo a tal twitcam. Homens, quase que em sua totalidade e maiores de idade. Sem o menor constrangimento, mensagens e mais mensagens pedindo que as meninas fizesse isso ou aquilo ( o leitor deste blog é inteligente e não preciso entrar em detalhes).

Apesar do espanto, acreditei ser um caso isolado. Mas como a curiosidade matou o gato, não consegui ficar com essa dúvida e no site do twitter, digitei no campo serch a expressão twitcam. Aí sim fiquei surpreso de vez. A consulta retornou DEZENAS de resultados, com DEZENAS de twitcans sendo feitas e quase sua totalidade por CRIANÇAS.

Não é possivel. Eu devo viver em outro planeta. Alguém acho isso normal ?!?! Uma coisa é conteúdo adulto. Outra coisa são crianças que se exibem em troca de “popularidade”. Isso está errado. Não é possível. Mil vezes, não é possível.

E não pense você que existe algum tipo de preservação da imagem. Não há. Elas mostram o rosto abertamente, sem o menor constrangimento.  Duas ou três que vi nessa pesquisa, utilizavam o uniforme do colégio ?!

Aonde estão os pais dessas crianças ? Trabalhando ?! Será que eles não sabem o que essas meninas fazem ? De novo : não é possível uma coisa dessas. Não entra na minha cabeça.

As twitcans feitas por meninos, em geral, são mais comportadas. Talvez seja porque o número de mulheres retardadas querendo ver uma criança se exibir seja menor ou seja lá qual outra justificativa. Mas o fato é que isso realmente me impressionou.

Ou eu sou muito cafona e atrasado ou tem algua coisa errada no uso da Internet. Pensei até em denunciar, etc. Mas teria que denunciar praticamente todas as twitcans que vi. Será que esse era o certo a fazer ou será que teria adiantado algo ? Sinceramente, não sei. Estou realmente sem uma opinião formada sobre denunciar…

Por fim, tive a curiosidade de pesquisar outras twitcans, publicadas em outros países. Não encontrei nada semelhante. Existe sim um grande número de adolecentes, mas o público deles ( que os assiste) também é composto por adolecentes e os assuntos são compatíveis com as idades. Falam de escola, de música, de programas de tv e assim por diante. Não vi ninguém rebolando ou fazendo poses pseudo-sensuais para ganhar audiência.

Vez em quando vemos um caso sobre pedofilia na televisão e ficamos abismados. Se as twitcans fossem transmitidas na tv, aí sim teríamos motivos de sobra para ficarmos perplexos.

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Cada projeto é uma história…
Tuesday, April 05th, 2011 | Author: Fernando

 

Trabalhar na área de TI sempre me proporcionou bons desafios e isso sempre me motivou. O mais divertido é saber que a cada novo projeto, novas situações aparecerão e trarão consigo a demanda por mais aprendizado. Aprender é sempre uma coisa estimulante. Sair do trabalho no final do dia com a sensação que você é um profissional melhor do que aquele que chegou pela manhã é uma sensação espetacular. A explicação mais pura do que entendo por missão cumprida.Tudo bem que a imagem ao lado não é muito romântica. Mas ok, eu também não sou. O fato é que ela foi escolhida por representar bem a expressão de dever cumprido e foco que acredito que todo profissional deveria ter – cumprir o seu dever com excelência.

Mas é bem verdade que nem sempre isso é possível. Não é raro, ao final de um longo dia de trabalho, sairmos com a sensação de derrota, achando que o dia não foi tão bom assim… É normal. Acontece comigo com certa frequência, seja porque eu tenho pouca tolerância a falhas, seja porque sempre minha barra de satisfação é sempre muito elevada ou seja por qualquer outro motivo – até mesmo, por que não dizer, incompetência em uma determinada situação – o fato é que isso acontece.

O importante é não deixar se abater e ter a simplicidade de entender que somos seres humanos e que erramos, especialmente quando estamos aprendendo. E todos os dias aprendemos algo e, consequentemente, estamos expostos ao erro diariamente. Veja pelo lado bom, é esse o grande barato de trabalhar com o que se gosta !  É o frio na barriga no momento de tomar a decisão. É a agilidade para reverter uma situação difícil. É o inesperado chegando a cada nova ligação. Isso me faz sair da cama pela manhã e encarar um novo dia e é isso o que mais valorizo na hora de contratar alguém para o time : energia !

Energia para compensar a falta de know-how  sobre um determinado assunto com muita vontade de correr atrás e procurar o conhecimento necessário. Energia para começar o um novo dia mesmo sabendo que este será decisivo ou complicado, mesmo quando o dia anterior foi terrível.

Cada projeto é uma história, mas a energia tem que ser sempre a mesma.

A partir de um Twitt começou uma conversa interessante e, dependendo do contexto (projeto, processos, empresas, investimento, etc) que se aplica, pode ser vista de muitas formas,

De @RamonDuraes :

Se seu processo é mais importante que as pessoas não reclame ao entregarem o que vc pediu e não cliente quer. #Frases
De @i2fernando (EU) :

@RamonDuraes mas se o processo eh eficaz, teoricamente, pessoas podem ser secundarias a ponto de serem substituidas. Não ?

De @RamonDuraes :

@i2fernando Pega um processo eficaz, compra powers computadores e me diga o resultado!!!!! #fail pessoas que entregam!!!
about 3 hours ago via TweetDeck in reply to i2fernando

De @i2fernando (EU) :

@RamonDuraes se alguem morrer , o projeto tem que morrer junto ? Muito romantismo e pouco business.
about 3 hours ago via Twitter for BlackBerry® in reply to RamonDuraes

De @RamonDuraes :

@i2fernando Quer fazer um teste em seu projeto? Quando dá problema vc vai no processo ou no código?
about 3 hours ago via TweetDeck in reply to i2fernando

De @i2fernando (EU) :

@RamonDuraes será q isso eh verdade p/ construir uma hidro-eletrica tb ? Será que unico prob/ no proj. esta na linha de codigo ? #abstracao
about 3 hours ago via Twitter for BlackBerry® in reply to RamonDuraes

De @RamonDuraes :

@i2fernando Desculpa… engenharia civil não é minha area… e o problema é jusamente tetarem fazer software da mesma forma… sacou!!!
about 3 hours ago via TweetDeck in reply to i2fernando

De @i2fernando (EU) :

@RamonDuraes requisito de software gera muitos problemas e não eh engenharia civil nem linha de codigo. A não ser sob a otica do programador
about 2 hours ago via Twitter for BlackBerry® in reply to RamonDuraes

De @RamonDuraes :

@i2fernando Importante lembrar que ser ágil não é ser desorganizado. E sim focar no valor e na cultura.
about 2 hours ago via TweetDeck in reply to i2fernando

De @i2fernando (EU) :

@RamonDuraes com isso eu concordo plenamente.
about 2 hours ago via Twitter for BlackBerry® in reply to RamonDuraes

Depende do ponto de vista…

Acredito que a melhor metodologia de trabalho é aquela orientada a resultados. Se você trabalha em uma empresa, o seu objetivo é aumentar a eficiência operacional, seja aumentando a receita, seja diminuindo a despesa. O papel de qualquer colabordor, independente do nível hierárquico a este e ponto final. This is the way I live…

Se você trabalha em uma entidade sem fins lucrativos, aí a história muda de figura. Mas como não tenho experiência com ONGs, não tenho embasamento para entrar neste mérito e por isso, vou me ater apenar ao setor privado, focado em gerar receita.

Ao ler a troca de mensagens, talvez possa parecer que eu não acho que pessoas sejam fundamentais em qualquer atividade profissional, seja ligada a ára de tecnologia ou não. Mas não é esse o ponto que tento expressar. Pessoas são responsáveis pelo sucesso de qualquer projeto. Para que qualquer atividade profissional seja bem executada e tenha a entrega esperada, o desempenho das pessoas é fundamental.Isso é incontestável.

Durante a troca de mensagens, diga-se de passagem, eu estava em uma loja de celulares (própria, não era uma revenda autorizada) e senti na pele que boa parte dos débitos créditos pelo péssimo atendimento estava intimamente ligado a postura das pessoas que efetuavam o atendimento. Ficava claro (sem trocadilhos com a operadora) que se as pessoas que ali estavam fossem pró-ativas e tivessem foco no (e do) cliente, utilizando o mesmo processo e infra-estrutura, os clientes seriam muito melhor atendidos. Fato !

Mas a dependência excessiva de pessoas, especialmente aquelas que são referências técnicas, pode esconder um grande perigo ao projeto : pessoas vão embora !

O mercado de trabalho é assim ! Pessoas mudam de emprego, buscam novas oportunidades, recebem ofertas tentadoras, mudam de área. Pessoas morrem ! Quem, assim como eu, tem vagas em aberto na equipe nestes primeiros meses de 2011, sabe muito bem que encontrar bons profissionais está super difícil. O mercado está aquecido e a oferta de boa mão de obra é escassa – por boa mão de obra entendo capacidade técnica e comportamental. E não estou falando apenas do time de desenvolvimento. Isso vale para os time de infra-estrutura e suporte também…

Baseado na experiência, acredito que a missão do Gestor na condução do projeto é defender o projeto de todo e qualquer tipo de risco. E, no meu humilde entendimento, dependência excessiva de pessoas é um risco enorme grande para qualquer projeto de software.

Mas se pessoas são fundamentais (e são!) e ao mesmo tempo oferecem risco, o que podemos fazer para minimizar o impacto ou gerenciar este risco ?

Existem algumas alternativas. Por exemplo :

  1. Documentação : documentar o que está sendo projeto em detalhes pode ser uma boa saída para evitar surpresas desagradáveis caso haja o desligamento de um recurso do projeto. Mas muita hora nessa calma calma nessa hora ! Não me refiro àquela pilha de documentos, que qualquer adepto de metodologias ágeis abomina. Me refiro a coisas simples, como um Wiki do projeto por exemplo, onde ips de máquinas, diagramas de infra-estrutura, descrição do controle de versão, etc… O B a Bá do deploy para uma nova versão, etc. Coisas simples que podem fazer a diferença, especialmente no momento do troubleshouting;
  2. ALM : boas práticas de ALM, contemplam o item acima e também podem ajudar a distribuir o conhecimento, concentrando-o em ferramentas (TFS, por exemplo) e não (tanto) em pessoas;
  3. RH : clima organizacional é importante. Detectar a eventual saída de um colaborador e atuar, seja antecipando o processo de fase-out informalmente, seja atuando para evitar a perda do recurso, pode ajudar a evitar surpresas. Sabemos porém, que muitas vezes um recurso recebe uma proposta de outra empresa e não temos condições de cobrir devido ao orçamento.
  4. Metodologias ágeis : tais metodologias pregam o disseminação do conhecimento e, por natureza, tendem a minimizar este tipo de problema. Porém, vale lembrar que muitas vezes assumimos projetos que não tem uma metodologia ágil adotada e mesmo que essa seja a primeira medida do novo Gestor,  ainda assim haverá uma fase de transição que pode oferer alguns gaps na disseminação.

E assim por diante, dependendo do contexto que o Gestor está inserido, essas opções podem ou não fazer sentido. Mas podem ser alternativas…

Por fim, continuo com a certeza que nenhuma perda de colaborador deixa de acarretar em perda de conhecimento, mesmo que seja pequeno.   Por isso, ter um processo bem elaborado, incluindo a capacitação de pessoas, é fundamental para o sucesso do projeto.

E você, o que acha ? Vamos falar a respeito. Utilize a caixa de comentários aí embaixo para expressar a sua opinião.

Ao @RamonDuraes, o meu muito obrigado pela conversa. Divergir não implica em discutir e isso acaba sendo um ótimo exercício. Quem sabe até este papo não vira o tema de uma aula qualquer hora dessas ?

 

 

Shopping, prazos e projetos
Monday, March 21st, 2011 | Author: Fernando

 

Você assistiu o filme “Ensaio sobre a cegueira” ?  Não ? Ok. Na verdade, eu também não assisti. Mas para entender o enredo deste post, basta assistir o vídeo abaixo – é tudo o que você precisa saber sobre o filme.

Trailer do Vídeo–Ensaio sobre A Cegueira

 

Se você não teve paciência de assistir ao vídeo, segue a sinopse do filme :

Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

fonte : adoro cinema

Outra boa referência sobre o filme está no blog Cinema e Argumento.  Vale a pena a leitura. Logo no início do post, esta frase diz tudo “Ensaio Sobre a Cegueira é uma história sobre a degradação da sociedade, os limites do ser humano, a falta de moralidade e o desespero atordoante.

Agora que estamos alinhados e sabemos que o filme retrata o ser humano em momentos de desespero extremo, podemos seguir a diante. Eu estava no Shopping Bourbon, em São Paulo, no último sábado. Após um café em família, fui para o estacionamento buscar o meu carro – estava no piso denominado E4 e considerando que o shopping tem pelo menos 3 andares de loja, esse piso deve ser equivalente ao 7ºandar ou algo parecido. O shopping estava bastante cheio, mas não seria possível comparar como aqueles dias de compras as vésperas de algum feriado como Natal, por exemplo. Cheio, mas dentro do que os paulistas estão habituados para um sábado a tarde qualquer.

Peguei o carro, percorri alguns corredores até a saída e parei atrás de uma fila que parecia ser a fila de carros passando pela cancela de saída. Até então, não percebi que havia algo errado. Achei mesmo que era a fila normal de saída. E aí a “cegueira” começou. Fiquei aproximadamente 5 minutos parado sem sair do lugar. Ouvi as primeiras buzinadas. Andou um pouquinho e mais um tempo parado. Mais buzinadas. Alguém buzina “na orelha” do motorista de outro carro – em um estacionamento, imagine o eco. A dona do outro carro grita um série de palavrões em direção ao motorista que estava buzinando. Este por sua vez, buzina mais – me pareceu proposital até. A dona do carro, já fula da vida  enfurecida, direciona uma dezena de palavrões ao autor dos “disparos”, que por sua vez, desce do carro e retribui outras dezenas de palavrões bem pertinho da orelha da moça. O post já poderia acabar aqui, a cena era realmente bizarra.

Estava intaurado o caos. Sob a sensação de estar preso, pessoas desciam dos carros e diziam barbaridades aos funcionários – aliás, funcionários totalmente despreparados, o que deixava as pessoas ainda mais irritadas. Conversando com outro motorista – se tivesse um baralho, teria dado tempo até de jogar uma partidinha de truco – ele contou que o problema era o trânsito na rua e todos os andares abaixo, que são rampas de estacionamento, estavam com o mesmo problema. Ou seja, eu que estava láaaaa pelo “sétimo andar” (Piso E4), ainda teria um longo caminho pela frente.

Já próximo da cancela, percebi que eu estava na fila errada. Eu estava na fila da esquerda e deveria mudar para a fila da direita pois estava utilizando o Sem Parar.  Pedi para o motorista ao lado se eu poderia entrar na frente dele para poder mudar de faixa, pois onde eu estava a cancela não abriria. Em alto e bom tom ele respondeu que não e fechou o vidro. Tentei de novo. Fiz o mesmo pedido para o carro atrás e ouvi outro não. Ok. Tentei pela terceira vez e uma “alma caridosa” permitiu que eu entrasse na sua frente.

Mais adiante um carro fechou a passagem de outro e colodiram. Mais confusão. E assim foi durante todo o percurso até a saída do shopping – nem vou expressar o quanto acho que o shopping foi incompetente e como é mau estruturado, afinal, o leitor já sub-entendeu isso.

Toda essa confusão me remeteu ao que tinha lido sobre o filme. Aliás, parecia a descrição perfeita do filme. As pessoas estavam trasntornadas, pareciam bichos selvagens. Eu nunca havia presenciado nada igual.

Sobre pressão, o verdadeiro “eu” aparece…

Aparece, inclusive, no ambiente profissional. Eu tinha tempo de sobra parado naquele estacionamento e comecei a pensar “Será que conseguimos traçar um parelelo com o que acontece nos projetos de software ?” Eu juro que queria dizer que não. Mas não estou conseguindo. Em condições normais, aqueles motoristas que não me deram passagem, talvez tivessem outro comportamento. Muito provavelmente estavam tão irritados que sequer entenderam o meu pedido. O “não” estava engatilhado para qualquer qualquer coisa, sem mesmo entender o que estava sendo pedido.

Quando o projeto está atrasado, o respaldo da área usuária (solicitante e/ou demandante) também diminui. A tolerância a solicitações de novos entendimentos também diminiu e frases como “eu já expliquei isso para fulano” ou “De novo essa pergunta !?” passam a fazer parte da rotina.

O clima pesa. O projeto continua não andando e o “pega pra capá” corre solto. Isso só acaba quando alguém hierarquicamente em cargo mais alto ou respeitado pelos participantes pelo projeto interfere ou quando o projeto é entregue. Mas mesmo depois de entregue, você já encontrou com um usuário de cara feia para você no elevador ?  Já recebeu um “bom dia” que mais parecia um “tomara que você chute o dedinho na cama e doa muito !!!” ?

Mude o cenário : o projeto foi perfeito ( projeto perfeito ?!), correu no prazo e a entrega foi conforme planejado. Imagine o mesmo encontro no elevador. Seria diferente, não ? Fato – claro que sempre tem um mais ranzinza, mas em geral seria assim.

No shopping, se as pessoas tivessem se organizado ou alguém competente tivesse direcionado os motoristas o caos poderia ter sido menor. As reações agressivas poderiam ter sido evitadas ou, pelo menos, poderiam ter sido moderadas. Como não houve, o caos tomou conta.

No projeto, se não houver um responsável, alguém realmente capacitado para direcionar as pessoas e até mesmo as áreas, o caos também vem – e rápido !

Por isso em qualquer condição que o projeto estiver, favorável ou adversa, mantenha o controle – emocional inclusive -  formal das atividades e etapas. Documente. Notifique. Tenha certeza que todos estão entendendo a situação e sabem quais serão os próximos passos. Contenha os ânimos !

Se os motoristas do shopping soubessem que o problema era o trânsito na rua e que aquela fila era apenas reflexo disso, talvez os funcionários do estacionamento tivessem sido poupados de um bocado de ofensas. Este funcionário, aliás, vai estar lá no dia seguinte e imagine como ele estará empolgado para trabalhar e encarar o “chato” do cliente !?

Láááa em cima, voltando ao filme, será que haveria solução ? Talvez não, pois eram muitas pessoas contaminadas e a única pessoa – não especialista e/ou preparada – para lidar com a situação também tinha que garantir a sua própria sobrevivência.

Ter alguém despreparado como referência pode ser um erro fatal. Afinal, este não tem a obrigação de entregar, nem de cobrar. Ele deve “apenas” servir de referência e se o projeto naufragar, ele sabe que dificilmente lhe será atribuída alguma responsabilidade. Se tiver o mínimo de malícia, facilmente direcionará a responsabilidade para quem solicitou e/ou para quem implementou.

Todo projeto precisa de um pai. Mas um pai capacitado. Diferente disso, será apenas mais um para  procurar culpados e se comportar como um bicho diante da pressão.

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Imagem do blog Meio Maluco

Eco-chatos : na teoria, defendem uma vida mais sustentável, com ações que evitam agradedir o meio ambiente. Na prática, enchem o saco atormentam os que estão a sua volta e lavam o carro a mangueira aos domingos;

Religiosos fervorosos : na teoria, tem a sua crença e fazem tantas boas ações que nem Chuck Norris Dalai Lama ou Madre Teresa seriam capazes de supera-los. Na prática, enchem o saco atormentam os que estão a sua volta querendo convence-los que a religião dele é melhor que a sua – ainda que você não tenha uma. As vezes, comem criançinhas tem condutas duvidosas.

Pseudo-estusiastas : na teoria, eles enchem o saco dos que estão a sua volta, jurando por Deus que os softwares que utiliza são melhores que as dos outros e não agridem o meio ambiente. Além de serem livres e poderem ser utilizados por qualquer um, propagando o conhecimento ! Na prática,  enchem o saco atormentam os que estão a sua volta, sem sequer participar ou contribuir com qualquer projeto ou causa e provocam grande estrago ao meu-ambiente. Em geral, sua convicção não traz retorno financeiro algum.

 

Moral da história : faça o que acha que deve ser feito de acordo com as suas crenças e/ou convicções. Mas por favor, não encha o saco.

 

** post baseado em um twitt que li (via @maribalbe).

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Pessoas, processos e documentos
Monday, March 14th, 2011 | Author: Fernando

 

Pessoas são o coração de qualquer empresa. Não importa o que ela faça ou o tamanho que tenha. Não importa se vendem produtos ou prestam serviços.Pessoas fazem a diferença e ponto final.

Processo é o conjunto de passos que as pessoas executam com o objetivo de realizar uma tarefa ou um conjunto de tarefas. Normalmente, tais tarefas estão relacionadas ao core ( neste caso, atribuições principais )da área onde as pessoas trabalham.

Documento é um conjunto de informações reunidas em um mesmo local, normalmente um arquivo, seja ele físico ou digital.

Misture estas três coisas no dia-a-dia da corporação e verá a roda girar. Verá as coisas realmente acontecerem. Pessoas executam processos (se forem repetitivos devem ser automatizados, mas isto é tema para outro post) e documentam tanto o processo em si quanto seus resultados, certo ?

Deveria. Mas infelizmente, não é bem assim que acontece. Na vida real, pessoas executam processos e…só. Sim, acabou a frase. Pessoas executam processos e só. Mas quando o processo é novo, isso é diferente não ? Não.

Estou ficando mau comigo mesmo, só tenho escrito sobre problemas ultimamente – será que eu só tenho me deparado com o problemas ? Bom, papo para um terapeuta ou para uma mesa de bar…

Voltando ao escritório, é assim que a vida segue. Pessoas produzindo, normalmente entregando o resultado do que é produzido (se não o fizer, é demitido) e só. Mas e os documentos, parte do título deste post, onde entram ?

Talvez tenhamos que reformular a perguntar. Ficaria melhor assim “Mas e os documentos, parte do título deste post, onde deveriam entrar ?”. Pronto, assim ficou melhor.

Os documentos deveriam ser parte da entrega de um processo executado. Em outras palavras, a trilha de auditoria do que foi feito. Mas sabemos que na vida real isso não acontece e talvez, não seja possível acontecer devido ao alto custo gerado para criar e manter documentações detalhadas.

Para ser honesto com você, leitor, tenho que confessar que não sou muito adepto daquela montanha de documentos que raramente são utilizados. MAS, nem ao céu, nem ao mar.

Ausência de documentação é um risco. Quase uma estratégia de jogo. Ao mesmo tempo que "economizamos’” tempo e recursos deixando de documentar cada detalhe do processo, também corremos o risco de perder informações importantes – as vezes vitais.

Tenho dois exemplos recentes. No primeiro, perdi duas pessoas das minhas equipes de desenvolvimento e infra-estrutura, respectivamente, nos últimos 40 dias. Além de excelentes profissionais, ambos eram referências técnicas em suas áreas. Ou seja, além de capacidade produtiva, perdi também aquela “manha” do dia-a-dia, aqueles atalhos nas soluções dos problemas, dos contatos com os fornecedores, do conhecimento dos ambientes e assim por diante.

Tinha documentação ? Tinha. Mas documentos não guardam detalhes da “malícia” contida em alguns processos, do caminho das pedras para conseguir informações ou para reagir a problemas. Não tem acordo, isso não está nos livros. A experiência do dia-a-dia muito dificilmente não é perdida com o profissional que vai embora.

No segundo exemplo, durante o processo de auditoria, tivemos que apresentar por voltar da 80 documentos – a grande maioria deles evidências , que atestassem, por exemplo, que os testes de invasão (perímetro) eram realizados. Fizemos o mais difícil, os testes. Mas a documentação, não ficou tão completa… Resultado : tivemos que compensar e melhorar os documentos que já estavam prontos.

Mas há males que vem para o bem. E no meu (nosso – eu e equipe), estamos aprendendo com a fase de transição de pessoas. Nem tudo precisa ser documentado, mas passamos a colocar pequenos detalhes do nosso dia-a-dia no Wiki corporativo. Todo pequeno processo é documentado de forma simples, utilizando prints de tela e guias realmente fáceis de se entender e seguir. Desta forma, temos conseguido reter, além das informações, aquela “malícia” que só quem executa o processo até então conhecia.

A curva de aprendizado continua lá. Mas agora é um pouco mais tênue ( ou menos íngrime).

Há males que vem para o bem…

Projeto de Software
Monday, February 07th, 2011 | Author: Fernando

 

Um dos meus posts prediletos, da série “uma imagem vale mais do que mil palavras…”. Extraído do blogdocampos.net.

 

Estava filosofando com os meus botões sobre a dificuldade de gerenciar um projeto de sofwtare. A imagem abaixo retrata bem a qual conclusão eu cheguei…

 

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